Current location: Novel nest The Alpha's Demise Chapter 7

"The Alpha's Demise" Chapter 7

Chapter 7: The True Mating 

A fumaça da explosão do bunker ainda manchava o horizonte quando o carro de fuga de Rafe cruzou as estradas secundárias de Petrópolis.

O refúgio escolhido foi uma cabana de caça isolada, oculta no coração da mata densa e cercada pelo silêncio absoluto dos pinheiros.

Ao passar pela porta de madeira rústica, a exaustão do combate e os resíduos do gás químico inalado no bunker agiram como um estopim devastador.

A contaminação provocou o primeiro "True Heat" de Kaelen, uma crise biológica de intensidade avassaladora que varreu seu corpo de forma incontrolável.

Sem qualquer inibidor ou supressor por perto, o ex-comandante desabou no chão do quarto de hóspedes, agarrando-se aos lençóis com os dedos trêmulos.

O calor corrosivo transformou sua pele pálida em um tom rosado, enquanto o aroma de rosa gélida se expandia pelo ambiente com uma força quase alucinógena.

"Kaelen, olhe para mim," disse Rafe, ajoelhando-se ao lado do leito e tentando conter os tremores do parceiro.

"Fique longe de mim, Cruz!" gritou Kaelen, a voz falhando em um grunhido de dor e resistência biológica.

Mesmo com a mente lutando contra a submissão, a fisiologia alterada de Kaelen clamava desordenadamente pela presença e pelo toque do Alpha dominante.

Kaelen tentou empurrar o peito de Rafe, mas seus braços não tinham mais força, convertendo o ataque em um toque desesperado no tecido de sua camisa.

"Não há mais remédios, general," sussurrou Rafe, segurando as mãos de Kaelen e cravando os olhos dourados nos olhos ice-blue do rival.

"Se eu não fizer isso agora, esse veneno vai parar o seu coração em menos de uma hora," explicou Rafe, com a voz embargada por uma seriedade cortante.

"Eu prefiro que meu coração pare a me entregar a você!" arfou Kaelen, tentando virar o rosto para longe da aproximação de Rafe.

"Você não vai morrer aqui, Kaelen, nem que eu tenha que me selar a você para sempre," declarou Rafe, auras de feromônios de madeira queimada e pólvora transbordando para cobrir o desespero do Omega.

A colisão dos feromônios acendeu uma fagulha incontrolável, transformando a disputa física em uma tempestade de dor, desejo e rendição.

Rafe inclinou o corpo sobre o leito, cobrindo o corpo do ex-comandante com o seu e prendendo seus pulsos acima da cabeça com cuidado absoluto.

A febre alta e o desespero tático desarmaram o rigor militar de Kaelen, fazendo lágrimas puras de frustração e dor escorrerem por suas bochechas.

"Rafe... por favor..." pediu Kaelen, a voz embargada quebrando em um choro contido enquanto a febre devorava seus últimos vestígios de razão.

O som do seu próprio nome pronunciado pelos lábios de Kaelen com tamanha vulnerabilidade atingiu o peito do mafioso como um impacto físico.

"Eu estou aqui, meu general," respondeu Rafe, a voz aveludada transbordando uma devoção sombria e protetora.

Rafe baixou o rosto até a nuca desprotegida de Kaelen, afastando os fios de cabelo prateado e encostando os dentes sobre o tecido sensível da glândula.

ADVERTISEMENT

Com uma pressão firme e cirúrgica, Rafe cravou suas presas na pele do ex-comandante, afundando a marca e consolidando a ligação definitiva.

Uma descarga elétrica e profunda percorreu a espinha dos dois homens no momento exato em que a mordida selou a união permanente.

Kaelen soltou um grito abafado contra o ombro de Rafe, o corpo arqueando-se na cama enquanto o nó biológico se formava, unindo suas almas de forma irreversível.

Os dois aromas, o fogo da madeira queimada e o frio da rosa gélida, fundiram-se em uma única nota olfativa que preencheu cada canto da cabana.

À medida que o nó estabilizava o fluxo sanguíneo e limpava a necrose do veneno, a dor deu lugar a uma paz profunda e um alívio avassalador.

Pela primeira vez, uma ponte invisível de sensações estabeleceu-se entre eles, permitindo que Rafe sentisse a pulsação desacelerada e a dor residual de Kaelen.

Kaelen piscou devagar, sentindo pela mesma conexão a frequência cardíaca intensa e a posse protetora que emanavam do peito de Rafe.

A luta biológica cessou por completo, deixando apenas o som da respiração entrecortada dos dois homens na penumbra do quarto.

Kaelen relaxou os braços, permitindo que suas mãos repousassem nos ombros largos de Rafe, sem qualquer intenção de afastá-lo.

A tempestade do lado de fora da cabana começou a perder força, dando lugar a uma brisa suave que soprava pelas frestas da madeira.

Quando os primeiros raios de sol da manhã atravessaram as cortinas, a luz dourada iluminou os dois corpos entrelaçados sobre o leito.

A febre de Kaelen havia desaparecido por completo, e seu rosto repousava calmo contra o peito despido do Don do Rio.

Rafe mantinha o ex-comandante firme em seus braços, os dedos acariciando devagar a cicatriz avermelhada e profunda da marca recém-feita no pescoço do parceiro.

Kaelen abriu os olhos azuis devagar, encontrando o olhar de Rafe já fixo nele com uma intensidade calma e indestrutível.

Não havia mais espaço para mentiras, segredos ou negações do vínculo que agora corria no sangue de ambos.

"Sentiu isso?" perguntou Rafe, a voz rouca, referindo-se ao eco sutil da dor do ombro de Kaelen que ele agora também conseguia perceber.

"Sentir a sua arrogância em tempo real é uma punição pior do que o veneno, Cruz," respondeu Kaelen, a voz fraca, mas marcada por uma ironia serena.

Rafe soltou uma risada baixa, inclinando a cabeça para frente e pressionando os lábios ternamente contra a marca na nuca do parceiro.

"O veneno acabou, mas a sua vida agora pertence a este vínculo," disse Rafe, envolvendo a cintura do ex-comandante com braços de aço.

"Sem a minha permissão, você nunca mais pisa em um campo de batalha sozinho, general," declarou Rafe, selando a promessa contra a pele de Kaelen.

Kaelen fechou os olhos, encostando a testa na curva do pescoço de Rafe e aceitando, pela primeira vez na vida, que sua rendição havia se tornado sua maior força.

ADVERTISEMENT

You May Also Like

Compartilhar Link

Copie o link abaixo para compartilhar com seus amigos: