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"The Alpha's Demise" Chapter 8

Chapter 8: The Price of Loyalty

A serenidade conquistada na cabana de caça durou pouco sob a sombra constante da guerra que rondava o Rio de Janeiro.

Três dias após a consolidação da marca permanente, o comboio de Rafe retornou secretamente à sede principal do Sindicato Cruz, no centro da cidade.

O complexo blindado de vidro e aço erguia-se como uma fortaleza sobre a baía de Guanabara, abrigando o centro de inteligência e o laboratório avançado da organização.

Contudo, a trégua na mansão foi brutalmente despedaçada no início da madrugada, quando um ataque surpresa orquestrado por Dmitry Voronov atingiu a estrutura.

Aproveitando-se das rotas subterrâneas da antiga refinaria desativada, os mercenários de Dmitry invadiram o laboratório do subsolo e fizeram a Dra. Helena Rossi refém.

O canal tático de emergência do rádio de Rafe disparou, transmitindo a voz fria e debochada de Dmitry através do alto-falante do escritório central.

"Don Cruz, estou com a sua médica e com a fórmula final do antídoto," anunciou Dmitry, o som de um tapa estalando contra o rosto de Helena ecoando no rádio. "Se você quiser que esta mulher continue respirando, me entregue o meu sobrinho em uma hora na refinaria abandonada."

"Se você encostar um único dedo na vida de Helena, Dmitry, eu vou te esfolar vivo," respondeu Rafe, a voz carregada de uma promessa assassina.

"Traga o Kaelen sozinho e desarmado," exigiu Dmitry antes de cortar a transmissão com um gargalhada ruidosa.

No quarto reservado do piso superior, Kaelen permanecia adormecido sobre a grande cama, exausto pela recente regeneração de suas células sob a marca do Alpha.

Rafe entrou no quarto com passos silenciosos, observando o rosto sereno do parceiro repousar contra os travesseiros de seda.

A ideia de permitir que Kaelen fosse entregue novamente às mãos do tio para se tornar uma cobaia de laboratório acendeu um fogo de proteção incondicional no peito do mafioso.

"Eu nunca mais vou deixar ninguém colocar as mãos em você, general," sussurrou Rafe, aproximando-se do leito com uma seringa de grau militar contendo um poderoso sedativo de ação neurológica.

Com um gesto rápido e cirúrgico, Rafe aplicou a injeção na veia do braço do ex-comandante, garantindo que ele permanecesse desacordado por pelo menos doze horas.

Kaelen soltou um suspiro fraco durante o sono, mas seu corpo sucumbiu à dose pesada do anestésico, aprofundando-se na inconsciência.

Rafe inclinou-se sobre o leito, pressionando os lábios ternamente contra a testa de Kaelen em um beijo de despedida carregado de uma dor sombria.

"Fique seguro, meu amor," murmurou Rafe, ajustando as cobertas sobre o corpo do parceiro.

Rafe vestiu seu colete tático reforçado sob o sobretudo escuro, ajustou as amarras das armas e caminhou para fora do quarto sem olhar para trás.

Mateo aguardava no corredor com um pelotão de homens armados até os dentes, os rostos tensos diante da gravidade da situação.

"Don Cruz, o senhor não pode ir sozinho até aquela refinaria," alertou Mateo, tentando bloquear o caminho do chefe. "É uma armadilha óbvia para matar o senhor!"

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"Se eu levar um exército, Dmitry mata a Helena antes de cruzarmos o portão," respondeu Rafe, checando o carregador de sua pistola. "Fiquem aqui e protejam o Kaelen com as suas vidas."

"Mas e quanto ao senhor?" questionou Mateo, a voz tremendo pela preocupação.

"Se eu não voltar até o amanhecer, transfira todo o patrimônio do sindicato para o nome dele e o tire do país," ordenou Rafe, entrando no elevador e descendo sozinho em direção à garagem.

Contudo, a biologia alterada do ex-comandante eslavo guardava uma surpresa que nem mesmo os cientistas do Projeto Omega haviam previsto.

O processo de mutação genético e as constantes doses de toxinas criaram no organismo de Kaelen uma resistência avassaladora a drogas e sedativos sintéticos.

Apenas três horas após a partida de Rafe, o sistema nervoso imunológico de Kaelen começou a decompor a substância anestésica em ritmo acelerado.

No quarto escuro, os olhos ice-blue de Kaelen abriram-se abruptamente, as pupilas dilatadas enquanto a consciência retornava em uma onda de choque.

A primeira coisa que Kaelen percebeu foi o silêncio perturbador da mansão e a ausência do calor do corpo de Rafe ao seu lado.

Antes que pudesse se erguer da cama, uma dor física aterradora e lancinante explodiu diretamente no pescoço do ex-comandante, bem no centro da marca.

A ligação biológica e sensorial estabelecida na cabana transmitiu com clareza a intensidade da tortura que o corpo de Rafe estava sofrendo naquele exato segundo.

Kaelen arfou, levando a mão ao pescoço enquanto sentia o eco de impactos brutais, queimaduras e fraturas que não pertenciam ao seu próprio corpo.

A dor de Rafe rasgava a mente de Kaelen como mil agulhas em brasa, revelando que seu Alpha estava sendo massacrado no cativeiro da refinaria.

"Cruz..." rugiu Kaelen, a voz rouca caindo em um urro de desespero e raiva ao compreender a armadilha na qual Rafe havia se entregado para salvá-lo.

Kaelen sentou-se na cama, a raiva fervendo em suas veias e dissipando o resto da névoa do sedativo de seu cérebro.

Ele olhou para a mesa de cabeceira e viu um copo de cristal cheio de água deixado por Rafe antes de partir.

A percepção de ter sido deixado para trás, protegido como uma peça frágil enquanto o homem que o amava caminhava para a morte, destruiu o resto do controle do ex-general.

Com um movimento violento de puro descontrole, Kaelen agarrou o copo de cristal e o fechou em seu punho com toda a força de seus músculos.

O vidro espesso estilhaçou-se com um barulho seco, os cacos afiados perfurando a palma da mão de Kaelen e fazendo o sangue vermelho-vivo jorrar sobre os lençóis brancos.

Kaelen nem sequer piscou para a dor em sua mão, deixando os estilhaços caírem no chão enquanto o sangue escorria entre seus dedos.

A dor do golpe sofrido por Rafe atingiu sua marca novamente com uma descarga violenta, fazendo Kaelen ranger os dentes até quase quebrá-los.

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A porta do quarto abriu-se de soco, e Mateo invadiu o ambiente com a arma em riste ao ouvir o barulho de vidro quebrado.

"Kaelen! O que aconteceu?!" gritou Mateo, parando congelado ao ver o ex-comandante de pé na penumbra.

Kaelen virou o rosto para o assistente, os olhos azuis brilhando com uma ferocidade insana e assassina que fez Mateo recuar um passo por instinto.

"Onde ele está, Mateo?" perguntou Kaelen, a voz baixa e vibrando como o rosnado de uma fera prestes a atacar.

"O Don... ele foi resolver uma situação na refinaria..." tentou mentir Mateo, a voz falhando diante da pressão da aura de Kaelen.

Kaelen avançou em um passo rápido, agarrando Mateo pela gola do colete e cravando a mão sangrenta contra o pescoço do assistente.

"Não minta para mim!" vociferou Kaelen, a marca em sua nuca queimando em um tom vermelho brilhante sob a pele pálida. "Eu consigo sentir a carne dele sendo rasgada neste exato segundo!"

Mateo arregalou os olhos, percebendo que a ligação biológica entre os dois homens havia revelado a verdade que Rafe tentara esconder.

"Dmitry pegou a Dra. Helena... o Don foi se entregar no seu lugar para impedir que eles chegassem até você," confessou Mateo, caindo de joelhos diante da força de Kaelen.

"Aquele bastardo idiota..." arfou Kaelen, soltando a gola de Mateo e olhando para a mão ferida coberta pelo próprio sangue.

Kaelen caminhou até o armário tático do quarto, arrancando a fita tática e enrolando-a com firmeza ao redor de sua palma cortada para estancar o sangramento.

Ele vestiu a camisa de gola alta escura, ajustou o colar de titânio em seu pescoço e tomou duas submetralhadoras do suporte de armas da parede.

"Traga o helicóptero para o heliporto em três minutos, Mateo," ordenou Kaelen, engrenando o ferrolho das armas com uma precisão assustadora.

"Você ainda está sob efeito do sedativo! O seu corpo não vai aguentar o combate!" alertou Mateo, correndo atrás dele pelo corredor.

Kaelen parou no topo da escadaria, virando-se para o assistente com um sorriso terrivelmente frio e letal nos lábios.

O sangue que escorria da fita em sua mão pingou no mármore branco do piso, deixando uma trilha de intenção assassina pelo caminho.

"Ninguém tem o direito de tocar naquele homem além de mim," declarou Kaelen, o olhar ice-blue fixado na noite escura do Rio de Janeiro.

"Seu desgraçado... sem a minha permissão você não tem o direito de morrer!" vociferou Kaelen para o ar, jurando resgatar seu Alpha ou transformar a cidade em cinzas.

 

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